Contado a partir do ponto de vista 99% verídico de Malibu.
Fotos: Malibu e 37
22/05/2009 (noite) – Concentração Canina no complexo Cães do Cerrado.
Combinamos de nos encontrar em nosso santuário oficial, localizado no bairro Santo André em Belo Horizonte. Tínhamos que nos preparar para esse show, o primeiro do Cães além dos limites da região metropolitana de BH. Estávamos todos animadíssimos para tocar em Überland.
Uma informação desnecessária: Fiz uma porção dupla de miojo para forrar o estômago, enquanto aguardava a chegada do Gigopepo na casa. Misturei picanha com bolonhesa.
23/05/2009 (manhã) – A ida
No Sábado de manhã, 5h01 pra ser mais exato, acordamos todos e nos preparamos para começar a viagem. Comi uma barra de cereal pra encher o bucho (isso vai acontecer muitas vezes ao longo do texto), colocamos os armamentos pesados de alta periculosidade no bagageiro dos carros e fomos buscar a Cacau, do Coletivo Fórceps, que havia pleiteado uma vaga no comboio.
Nos dividimos em duas equipes, com o intuito de competir perigosamente até chegar em nosso destino final. Equipe Regina – Formada por mim, Gigopepo e Alcatraz. Equipe Tempestade Ambiental com Cristo – Formada por Lixo e Corrupção, F. Dynamite (que saiu da banda, mas continua sendo nossa prostituta), 37 e Cacau. Então rumamos pela BR-262 em direção ao Triângulo Mineiro.
Já na primeira parada, numa lanchonete que tinha os melhores adesivos do mundo, a Cacau reconheceu a superioridade incontestável da Equipe Regina e resolveu trocar de carro (se alguém disser que mudamos ela de lugar por questões técnicas, estará mentindo). Aproveitamos a esticada pra tomar café da manhã. Bebi café com leite, acendi um cigarro e comi pão de queijo com linguiça. Seguimos viagem e, perto de Pará de Minas, assumi o comando da direção para o Gigopepo/motorista-de-plantão descansar. Resolvi dirigir imprudentemente enquanto ele dormia.

Já no volante, pisei um pouquinho no pedal para alcançar a equipe Tempestade Ambiental com Cristo, que não parou com a gente durante a troca. Algum tempo depois avistei o carro deles. Na faixa pontilhada, acelerei pra fazer a ultrapassagem, mudei para a pista da esquerda, afundei mais o pé, olhei pra direita, olhei pra pista, achei que tinha visto algo esquisito, olhei pra direita novamente e percebo que todos da equipe Tempestade estavam semi-nus. Terminei a ultrapassagem e fiquei rindo disso boa parte do caminho.

As paisagens durante todo o percurso eram lindas. Dessas que você olha e fala:” – Puuuta que pariu… que deslumbre!”. O cerrado é ótimo para aflorar essas sensações na boca das pessoas.
Por volta das 9h00, paramos num posto de gasolina pra alongar as pernas e reabastecer o carro. Nessa parada, a Cacau me comprou uma Coca e o Gigopepo arrumou R$ 2 emprestado com o 37 pra comprar uma fotonovela pornô. Parece bobagem, mas isso rendeu diversão pro fim de semana inteiro. O Peposo assumiu o volante novamente e seguimos viagem.
Rodamos até umas 11h30 e, pouco depois de pegar a BR-452, paramos outra vez para que o F. Dinamitson pudesse comer. Logo ao descer do carro, o Gigopepo encontrou um cachorrinho e começou a fazer carinho na barriga dele. O animal ficou tão feliz que se mijou de alegria (literalmente). Entramos no restaurante e pra nossa sorte encontramos mais pornografia. Essas paradas são sempre cheias dessas coisas e nessa tinha até uma revista chamada “Garotas e Piadas”, combinação perfeita para dar MUITO tesão.
Mais informação inútil: Comi um empanado de frango recheado com queijo prato e presunto, enquanto fumava um cigs e tomava suco de goiaba. Foi um rango bem doido.
Entramos nos carros e continuamos o caminho até o nosso destino.
23/05/2009 (tarde) – Entrando na cidade do Coletivo Goma
Chegamos em Uberlândia por volta de 13h30 e fomos entrando sem pedir licença. Ficamos boquiabertos com a beleza de Gomatown. Ruas limpas, árvores por todos os cantos, diversos tipos de arquitetura, prédios de todas as cores e muitas pessoas caminhando, imergindo nessa paisagem. O clima cooperava ainda mais com a nossa primeira impressão: o sol brilhava que só ele; o céu estava azul e limpo; e o vento fresquíssimo.
Seguimos para o Goma Cultura em Movimento, que por sinal é muito fácil de encontrar. Saindo da BR, andamos por um trajeto retilíneo até o centro e viramos à esquerda na Floriano Peixoto. O know how da Cacau em Uberlandologia, ajudou nessa viradinha.
Chegando no Goma, fomos muito bem recebidos pelo Djalma, que deu uma mãozona pra gente chegar no restaurante e almoçar. O restaurante estava lotado de pessoas envolvidas no Circuito Fora do Eixo. Tinha gente do Cubo, Megalozebu, Massa Coletiva, Goma e outros coletivos do Brasil. Além de algumas bandas que estavam participando do festival. O rango estava ótemo! Comi feijoada, salada e macarrão ao pesto. No mesmo prato.
Depois do almoço, a Letícia do Megalozebu, gentil que só ela, nos acompanhou até o hotel. Nesse momento, a Cacau se desmembrou do nosso destacamento (desertora!). Os Cães novamente se dividiram nas equipes originais e cada grupo foi para o seu quarto. No QG da equipe Regina (Quarto 212). tomamos um banho e ficamos de bobeira por um tempo.
Umas 17H00 saímos, as duas equipes, pra conhecer a cidade. Demos uma volta e passamos pela praça do hotel, pelo Goma, por uma igreja, por um sex shop, por uma árvore que literalmente tinha pinto, por umas ruas aleatórias, pela praça do hotel de novo e após algumas informações fomos conhecer o Bar do Betão. Tomei uma cachacinha da boa por lá e ficamos até anoitecer.

23/05/2009 (noite) – The Übernight
Na sétima badalada do sino da igreja (eu nem sei se tinha sino, mas fica a metáfora), resolvi encontrar a Dana, uma amiga que eu não via há anos e que mora lá em Uberlândia. Ela nos chamou pro Bar da Saidera, onde comemoraria o aniversário da Luiza (PARABÉNS!!!), amiga dela. Fomos convidados a sentar na mesa com a galera. Por convidado eu quero dizer: Fui o cara mais folgado do mundo, puxei uma cadeira na alta e sentei na mesa deles sem pedir permissão alguma. Fiquei conversando com a rapeize um tempão e acabei conhecendo muita gente legal, inclusive o Gabriel, baterista do Ophelia and the tree.
Informação super útil: No Bar da Saidera, pedimos uma porção de Mandioca com carne de sol. Foi o máximo!

Lá pelas 21h00 voltamos para o hotel, nos preparamos psicologicamente para a noite do Goma e fomos pra lá sacar o movimento. Ao chegar, perguntei sobre a possibilidade de montar a banquinha do Coletivo Pegada. Tudo certo, já tinha até espaço pra isso. Voltei com o Lixo e Corrupção e o Alcatraz para o hotel e pegamos tudo lá.
O lugar da banquinha no Goma, tinha uma boa vista para o palco e deu pra curtir ducaralhamente todos os shows. Tocaram várias bandas muito boas, mas eu coloco destaque pessoal para: “2 coins and a Bombshell”, “Venus Volts” e “Mamelo Sound System”. A discotecagem estava por conta da DJ Leth que, com o repertório, fez meu dia muito mais feliz.
Durante a noite, conversei com várias pessoas diferentes, muita gente legal querendo saber dos sons que estavam rolando e do trabalho dos coletivos. Fiquei conhecendo também o “Jovem”, do Massa Coletiva. Trocamos umas ideias e fiquei um pouco mais inteirado sobre o trabalho deles. Ganhei, também, uns CDs do DJ Munhoz que acompanhava o Mamelo Sound System. Doidimais!
Saí na metade do último show. Eram umas 4h, eu já estava morto e só tinha sobrado o Lixo e Corrupção pra me fazer companhia. Voltamos pro hotel e eu dormi como um bebê.
24/05/2009 (manhã) – Vazio
Dormi a manhã toda.
24/05/2009 (tarde) – Domingão Curtição.
Acordei 12h30 varado de fome e comi uma barra de cereal (esse parece ser meu café da manhã oficial). Todo mundo já tinha comido, menos eu, que não acordei às 9h. Preferi dormir e ficar com fome. Dei aquela chuveirada e os Cães se juntaram novamente no QG da equipe Regina. Resolvemos ir almoçar e fomos para o restaurante do dia anterior, munidos do Goma Card, prontos para trocá-lo por um alimento gostoso e saudável.
No restaurante fomos muito bem tratados, só tinha gente simpática naquele lugar. Um cara, que parecia ser um dos donos (se não O dono) trocou uma idéia massa com a gente e falou muito bem da banda uberabense Granvizir. Fiquei doido pra conhecer. Mal sabia eu que conheceria os caras mais tarde e ainda ganharia um CD de presente. Foda demais. Descobri que eles trabalham com o Megalozebu e estavam dando uma mão na produção do festival.
Depois de rangar doidamente, sentamos na pracinha em frente ao restaurante pra descansar e tirar umas fotos. Que lugar agradável, que cidade foda! Estava tudo muito do caralho! Ficamos um tempo de bobeira e apareceu o Walley, da banda Aura…, criadora do Coletivo Anti-Herói. Lembrava dele, pois tínhamos tocado juntos no Grito Rock Vespasino 2009. Esse mundão! Ficamos conversando um tempo e ele saiu fora pra almoçar.

Voltamos pro hotel. O 37 e o Lixo foram tirar uma pestaninha e eu, Gigopepo, Alcatraz e F. Dynavision fomos abastecer o carro. Depois de algumas voltas, achamos um posto aberto e enchemos o tanque. Novamente no hotel, pegamos um café na recepção e sentamos no jardim que tinha lá dentro. Acendi um cigarrinho e fiquei convesando com a rapeize e com nossos novos amigos da banda Kallima, que haviam aparecido por lá. Decidimos dar uma relaxada e fomos pro quarto. Deitei na cama e assisti um filme na tv. Quase no final do filme, a equipe Tempestade resolveu fazer o check out do quarto dela e invadiu o nosso. Tudo de Bom. Cães juntos novamente. Decidimos ir pro Goma um pouco mais cedo pra sacar a produção. Eram umas 17h.
Acompanhamos a passagem de som no Goma, até começarem os shows.
Durante algum tempo, a gente moshou ao invés de só acompanhar.

É nóis!
24/05/2009 (noite) – Kick out the Jams MOTHERFUCKER!!!
A noite prometia muita coisa. Os shows estavam sendo transmitidos pela Web Rádio Fora do Eixo. Mais uma vez a DJ Leth incendiava a pista, e a galera que chegava, já começava a agitar. Dessa vez a banquinha do Pegada teve que ficar para trás, por questões de logística. Mas para a nossa felicidade, o pessoal do Granvizir tinha montado uma no dia e aproveitamos para deixar as camisas oficiais do Cães do Cerrado com eles, caso alguém se interessasse.
A abertura foi da alcoólica banda Animais na Pista. Punk, cru, bão e em português. Seríamos a terceira banda a tocar na noite, mas por causa do atraso da banda Lycantropy, fomos adiantados para a prata da casa.
Subimos com uma certa pressa para a intrumentoteca e nos preparamos para chegar no palco. Estávamos MALUCOS pra tocar. Acabando a primeira banda, saímos rapidamente pra fazer o que a gente faz de melhor: QUEBRAR TUDO!
Não posso descrever o show muito bem, porque eu sempre viajo MUITO quando toco. É como se estivesse temporariamente num outro plano. Só lembro de poucas cenas como: A pedaleira do Gigopepo explodindo, os incríveis pulos do Lixo e Corrupção e o 37 tocando guitarra pra mim, o que me deixa sempre lisonjeado.
Apesar da minha distração, o show foi foda! Principalmente pelo clima legal que estávamos sentindo a viagem inteira. Pra completar, o som ainda contou com a ajuda técnica dos Macacos Bongs Bruno e Ynaiã. DO CARALHO!!

Ao sairmos do palco, fomos convidados para dar uma entrevista para a Tv Goma e Web Rádio Fora do Eixo. Foi super legal. Falei bastante palavrão na rádio, pelo que eu soube… hehe! Nesse meio tempo, troquei umas ideias bem legais com o Talles e com o Ávner do Goma. Eles são caras muito bacanas, com ideias muito interessantes. Foi um prazerão conhecer todo mundo.
Como teríamos que enfrentar um pedação de estrada à noite, não podíamos ficar pra ver todos os shows. Despedimos da galera, tiramos umas fotos, a Cacau se reuniu ao grupo, arrumamos nossos instrumentos e fomos pro hotel. Fechamos a conta e botamos todas as coisas nos carros. Eu estava numa fome do caralho e tinha mais gente afim de rangar, então resolvemos comer um sanduba na franquia Metrô (tradução livre).
25/05/2009 (madrugada) – É duro a dor do parto mas…
… partimos todos com os estômagos cheios. As equipes já tinham se dispersado. Acabei indo com o Gigopepo, F. Dynamentos “the freshmaker” e Cacau. Apesar do cansaço e do horário, estávamos mais ligados do que na vinda.
A viagem de volta começou bem. Ficamos dando voltas num desses trevos/borboletas que passam pelos viadutos. No começo por que a gente não sabia como ir pra BH, depois foi por diversão, só pra sacanear o carro do Lixo, 37 e Alcatraz que estava seguindo a gente. Poucos quilômetros adiante, o Gigopepo lembrou de ter esquecido (lembrar de ter esquecido é ótimo) algumas coisas no Goma. Por sorte o Talles iria a BH na mesma semana e não precisamos voltar pra pegar.
Com maisoumenos 40 minutos de estrada, paramos na ponte sobre o rio Araguari. Um rio tão largo que parecia uma grande represa. Foi ducaraleamente inenarrável o que eu senti nesse lugar! O ar puro, o vento fresco e a água levemente iluminada pelas estrelas no céu e por algumas casas distantes umas das outras. Fiquei genuainamente feliz de estar ali – são coisas assim que fazem a vida valer a pena. Ficamos curtindo um cigarro, a ponte, a escuridão, o céu e os caminhões que, ao passar, balançavam tudo como um grande terremoto e sopravam uma massa de ar cabulosa pra cima da gente. Nessa hora o 37 (estudante de arquitetura) falou: “- Se eu não soubesse que era pra balançar, eu já tinha me cagado de medo”. Pelo menos é assim que eu me lembro dele ter falado.

Entramos nos carros e continuamos nosso trajeto. Paramos muitas vezes pra conversar e dar aquela esticada. O Gigopepo aprendeu que seta pra esquerda é boa noite de caminhoneiro e deu seta pra todo mundo que passava pela gente. Quando um veículo não respondia, a gente xingava.
O som no carro estava maneiro e medicinal, variando por todos os estilos de rock. Se você teve saco de ler até aqui, não vai se importar em dar uma olhadela no trilha sonora da viagem, anexada no final to texto.
Rodamos tranquilamente BR afora, conversando, xingando, tomando energético e comendo Chips. Pouco antes de amanhecer, assumi o comando da automóvel. Enquanto dirigia, vi outra coisa muito bonita: a mistura da alvorada com a neblina. Que imagem linda! A neblina parecia um mar na paisagem e quando mesclou com o laranja do sol nascendo, foi… foi… fantástico. Não dá pra explicar, é dessas coisas que a pessoa tem que ver pra saber.
E assim fomos em direção a BH.
25/05/2009 (manhã) – Fim?
Estava dirigindo há algum tempo, o sol já tinha raiado e o tanque tinha menos de 1/4 de gasolina. Combinei com a galera de dar mais uma parada. Estávamos um pouco depois de Pará de Minas e vi um posto de gasolina com uma lanchonete chamada Roda D’água. Paramos lá. Completei o tanque novamente, o que configurou o meu “Coeficiente de Vacilo”. Deixa eu explicar: O lugar era bem perto de Belo Horizonte e não havia necessidade NENHUMA de colocar mais 95 pratas de combustível. Dessa grana, o carro deve ter gastado uns R$15,00 até BH, mas eu estava retardado demais pra pensar nisso.
Descemos na lanchonete procurando um cafézinho e nos deparamos com o lugar mais agradável do mundo! Era sem condição. Tinha um jardim mágico, um parquinho, uma roda d’água em funcionamento, uma casa da árvore e um dinossauro. UM DINOSSAURO! (O Pepo que entende dessas cosas me falou que era um Braquiossauro, pelo formato da cabeça). Quando não dava pra ficar mais incrível que isso, fomos informados que o café era de graça. É mole!? Temos de voltar lá um dia desses.

Voltamos para os carros e, como eu estava destruído, fui rendido pelo F. Dynassauro. Desse momento em diante eu dormi. Acordei em BH, na Av. Amzonas, com um sol ridículo na cara e no meio de um engarrafamento. Já tava com saudade da capital. Acordei sentindo uma leve doidura de sono… nunca tinha tido isso, doidura de sono… foi como dar umas duas bolas num baseado. Falei MUITA merda depois disso…
Nos encontramos todos no Santo André pra arrumar nossas coisas e aí fui pra casa, voltar para minha vida normal…
Informações adicionais: No Santo André eu comi mais umas duas barras de cereal e fizemos um rateio das despesas. O combustível custou em média R$70,00 pra cada um, mas toda a gasolina que eu pus no carro (umas 185 pratas), multiplicado pelo “Coeficiente de Vacilo” me renderam, ainda, uma dívida de R$90,00 com Gigopepo. É melhor eu prestar mais atenção da próxima vez.
30/05/2009 (noite) – Conclusão
Me valendo das palavras do Gigopepo: “Relatei tudo do mesmo jeito que aconteceu, ou do jeito que eu gostaria que tivesse acontecido.”
Trilha sonora da viagem:
Autoramas, Bad Religion, Candysuck, Flakes, Beach Boys, Beastie Boys, Beatles, Bruce Springsteen, Buzzcocks, Calibre 12, Camisa de Vênus, Cansei de Ser Sexy, Carbona, Cat Stevens, El Efecto, Fishbone Rocket, Fight Like Apes, The Flaming Lips, Cólera, Creedence, David Bowie, Dead kenneds, Led Zeppelin, King Rocker, Tone Loc, Dropkick Murphys, Joy Division, Junkbox, King Crimson, Korn, Lagwagon, Land of Talk, MC5, Black Flag, Black Sabbath, Porcos Cegos, Bloodhound Gang, Borrachos, Briggite Bop, Macaco Bong, Mad Caddies, Manolos Funk, Millencolin, Minor Threat, Misfits, Mostros, Rollmops, Samiam, Secos e Molhados, Seu Juvenal, Sex Pistols, Sinkhole, Silverchair, Sonic Youth, Sound Garden, Foo Fighters, Fugazi, G.G. Allin, Goldfinger, Motorhead, Móveis Coloniais de Acaju, Mudhoney, New York Dolls, No Doubt, NOFX, Green Day, Hole, Juliette and the Licks, Jean Bleu, Jimi Hendrix e Joelho de Porco.