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O terceiro dia da Feira Música Brasil foi marcado pela presença do Ministro da Cultura Juca Ferreira.

De fato, um ponto alto da Feira tem sido a política; com a presença de diversos representantes de várias áreas da cadeia produtiva da música, reuniões produtivas na Rede Música Brasil e a visita do nosso Ministro da Cultura.

Feira Música Brasil 2009

Juca Ferreira anunciou a criação do Fundo Setorial da Música para início de 2010, notícia que estava sendo aguardada ansiosamente pelos agentes do setor, além de apoiar as diretrizes apontadas pela Rede Música Brasil.

Após a coletiva de imprensa, o Ministro circulou pela Feira e marcou presença em vários estades. Eu dei uma de Paparazzo e fui atrás registrando todos os momentos. Confiram mais fotos no meu Flickr.

Cumprimentos de Pegada

Na visita ao estande do Fórum da Música de Minas, o Ministro recebeu os cumprimentos de todos juntamente com o material do Programa Música Minas (coletânea, catálogo e documentário).

No estande do Circuito Fora do Eixo ele foi recebido por Pablo Capilé, que apresentou as moedas complementares Cubo e Goma Card e falou do processo rizomático da criação de Pontos Fora do Eixo em todo o Brasil.

Ministro, conhece o Cubo Card?

Esperamos que o apoio às diretrizes da Rede Música Brasil se concretize e que ano que vem possamos ter grandes resultados para a apresentar na próxima Feira. Por sinal, em janeiro serão abertas as inscrições para os interessados em realizar a Feira Música Brasil em suas cidades. Acompanhem o processo no site da FMB.

A Feira Música Brasil é uma realização da FUNARTE e acontece de 09 a 13 de dezembro em Recife-PE, sendo a maior feira de música da América Latina. Estandes, shows, rodada de negócios, painéis, Rede Música Brasil, off-Feira e muito mais já está rolando.

Estamos aqui eu e Jubão, representando o Fora do Eixo Minas, por meio do Fórum da Música de Minas, juntamente com as demais entidades participantes deste (COMUM, SIM, AMMIG, AAMUCE). Além disso, nos juntamos aqui a outros 20 Pontos Fora do Eixo de todo o Brasil, para discutir sobre a música, sua cadeia produtiva e sustentabilidade, e todos os melindres por trás disso; apertando o “F5” para continuarmos o trabalho da maneira mais orgânica possível.

Reunião do Circuito Fora do Eixo

Na abertura, destaco a fala da presidente da FUNDARPE (Secretaria de Cultura de Pernambuco), Luciana Azevedo, que em contraposição às falas sobre o mercado da música dos demais componentes da bancada, falou sobre a importância das mudanças sociais decorrentes dos novos rumos da economia da cultura destacando a valorização do processo e não somente do produto.

Abertura da Feira Música Brasil 2009

Ontem na reunião da Rede Música Brasil, foram elencados 10 pontos convergentes para serem apresentados ao Ministro Juca Ferreira, que estará presente na Feira hoje, fazendo um importante anuncio sobre novos direcionamentos do MinC para a música. Os pontos foram discutidos e apresentados foram: Agência Nacional da Música, fomento (Fundo Setorial da Música), novo marco regulatório trabalhista e fiscal, comunicação, formação (regulamentação educação musical), mapeamento, direito autoral (revisão da lei), redes (estimulo a redes pautadas na economia solidária), circulação (rede de festivais, casas, etc.), exportação,

As discussões continuam hoje, com foco na definição das regras das pré-conferências estaduais para eleição do colegiado eleitoral. As pré-conferências irão definir 3 representantes de cada estado (81) que irão posteriormente definir os 15 representantes do Conselho Setorial da Música. Esses irão então representar a música na Conferência Nacional de Cultura. Ou seja, temos que ter um processo claro e democrático para que possamos eleger os melhores representantes.

Dois grandes palcos no Marco 0 recebem grandes bandas

Fora a política, ótimos shows estão acontecendo nos palcos principais da Feira e também no Conexão Off-Feira, que ocupa boa parte das casas de show de Recife com ótimos shows. Destaque ontem para a excelente noite ROCK! com Macaco Bong, Mundo Livre e Sepultura fechando a noite. Depois no Burburinho, grande show do nossos queridos Porcas Borboletas.

Acompanhem as discussões hoje a tarde nos Twitter @foradoeixo.

por Mariana Barbosa

Sábado, 31 de setembro

Após uma noite mal dormida, tomada pela empolgação, ansiedade em rever os velhos amigos e a curiosidade pelo que estava por vir, às cinco da manhã já estava de pé, contando os minutos pra pegar a estrada para Mogi das Cruzes – SP com a galera da Curved. É engraçado, pois apesar de não fazer parte da banda sinto como se fosse uma realização minha também.

Aproximadamente as sete, Jubão (guitarrista) me buscou (me xingou um pouquinho, pois a minha mala era equivalente a de três integrantes da banda) e fomos tomar café reforçado, tínhamos um longo caminho pela frente. Buscamos o Cris (baixista) e por último o Diogo (baterista), já que ele sempre demora ajeitando a sua peruca.

Às oito da manhã começou nossa odisséia. Feliz do João (vocalista e guitarrista) que foi de avião, neste mesmo horário já estava feliz da vida em terras Mogianas na companhia de Eric (detentor dos melhores comentários e piadas do universo).

Arrependi-me amargamente de não ter tomado um Dramin. O Jubão não dirige, ele voa. Isso custou alguns beliscões, tapas e palavrões da minha parte, tinha prometido para as namoradas dos meninos que eu não o deixaria correr, mas não adiantou muita coisa. Ele aproveitou meus cochilos e sentou o pé no acelerador. Viajamos embalados ao som de muita música boa, risadas, filmagens, enfrentamos um calor infernal, pedágios e mais pedágios. O momento mais tenso da viagem foi quando fizemos uma parada, para ir ao banheiro. Ao voltarmos, o carro simplesmente não ligava. Parecia que a bateria tinha ido pro saco, mas com um empurrãozinho, o carro ligou. Às 14 horas, já estávamos em São Paulo. Ficamos um pouco perdidos, a cidade é gigantesca e chegar até Suzano demorou um pouquinho, pois além de pedir informação tínhamos que decifrá-las até entender que ‘ali’ era direita ou esquerda (depois falam que o ali de mineiro que é complicado)…

As 14 e 30, chegamos à casa da Andrea (baterista das bandas Maquiladora e Jane Dope) em Suzano, onde a banda ficaria hospedada. O tempo corria, descansar que nada. Tomamos um arzinho e rumamos para Mogee Rock City, pois as bandas passariam o som às 16 horas. Antes empurramos o carro (vídeo abaixo) e fomos atrás de uma auto-elétrica pra ver o que rolou com o carro. A escova do motor de arranque estava gasta, e o mecânico pediu no mínimo um dia pra arrumar, só que no sábado, véspera de feriado, isso não aconteceria. Ele passou umas dicas de como contornar o problema e tudo de boas.

Seguimos para o centro de Suzano para comprar minhas lentes de contato e depois pra Mogi. Mineiro que é mineiro nunca perde o trem! Fomos os primeiros a chegar, o Campus VI, o bar nem estava aberto! Aproveitamos para colocar o papo em dia com os amigos de Mogi e para lanchar rapidinho no Extra, com direito a parabéns na lanchonete e todos os micos possíveis.

Casa aberta, Jane Dope passa o som e logo em seguida a Curved. A noite prometia ser muito foda. O bar tinha um “Q” de inferninho do jeitinho que a gente gosta. O comentário do Jubão foi: é impressionante como toda casa de show tem o mesmo cheiro! O mais bacana é a galera sempre empolgada, receptiva e presente. Até os meninos do Espasmos do Braço Mecânico fizeram questão de sair lá de São Bernardo para curtir o som.

A ordem seria essa: 21 horas Jane Dope, 22 horas Curved e às 23 horas Drama Beat. E assim começamos o evento Converge. Foi a primeira vez que ouvi Jane Dope e fiquei surpresa com o feeling e ousadia da banda. Rock indie mesmo, cheio de experimentações, com uma harmonia e diversidade incrível. A maioria da banda é feminina, o que prova que as mulheres estão no comando e mandam bem demais! Fim do show.

Curved sobe ao palco. Sou suspeita ao comentar: o show foi o melhor que eu vi esse ano. O som está cada vez mais redondo e maduro, o entrosamento é nítido. João mesmo sem ouvir o retorno cantou bem, a cozinha tava linda, as guitarras nem se fala! Apesar do cansaço da uma longa viagem o que importava naquele momento era fazer jus ao propósito da banda: PULAR, GRITAR, SUAR E SANGRAR! E eles conseguiram. Não só alcançaram Mogi, mas conquistaram também, pois a galera curtiu demais as músicas.

Pegue um liquidificador e coloque criatividade + técnica + puro rock n’ roll misturados ao folk, jazz e blues. Esse é o som das às meninas do Drama Beat, que fecharam a noite com chave de ouro, mandaram ver mesmo.

A energia do povo de Mogi parece não ter fim. Queriam ir pra Sampa curtir o Haloween até o sol raiar. Bem que queríamos acompanhá-los, mas o máximo que conseguimos depois tudo isso foi ir ao Habbib’s comer. Lá conhecemos um personagem muito estranho que desde o começo achamos que ele era amigo da galera, um tal de Tibúrcio: só pra resumir segue aí a nova gíria: todo cara bizarro, folgado, doido e oportunista deveria ter esse nome. Não é que mineiro é desconfiado demais mas, esse cara não daria role com ninguém aqui em nossa terras.

1° de Novembro

Energias recuperadas. Lá se foi a Curved de Suzano novamente para Mogi. Rumamos para o estúdio do ex Mentecapto André para gravar a música que a banda compôs em sua última passagem pela cidade: Reaching Mogi. É; a princípio, seria escrito assim mesmo, mas, devido a pronuncia o André sugeriu que alterassem de ‘Mogi’ para ‘Mogee’. Chegamos ao meio dia, sol a pino e o sujeito ainda estava dormindo, tinha deitado as oito da manhã. Quando eu falo que o povo de lá tem energia de sobra tem mesmo.

Gravaram a batera, em seguida baixo, guitarras e por último a voz . O receio era João não conseguir, pois estava rouco, mas no final deu tudo certo. Às 16 horas já tinham gravado tudo e já mandaram bala e pré mixaram também.

O mais bacana foi a barganha que eles conseguiram: a gravação custou nada menos que R$1,00. É, hum realzinho, nem mais, nem menos. Explicação pra isso? Amizade e camaradagem construída – esse lance de “amigos, amigos. Negócios a parte” não se aplica em Mogi- e também ao carinho pela vovó lindona do Jubão, dona Isolina que sempre recebe todos na casa dela com muito amor.

Depois disso, só foi festa, muito churrasco, cerveja gelada pra comemorar na casa da Andrea. O ponto chato foi termos descoberto que a caixa da bateria dela foi roubada, acreditamos que tenha sido no estacionamento do Habbib’s no dia anterior. Teve ainda ensaio da Jane Dope, pois no dia seguinte, eles iriam fazer uma demo no estúdio do André. Pena que a noite João e Eric voltaram pra BH. E assim foi até as 5 da manhã.

Segunda, 2 de Novembro

Com o coração apertado e muito sono, as 10 da matina (só Jubão levantou cedo, mas não conseguiu acordar ninguém) levantamos pra voltar pra BH. Meio dia seguimos viagem, bagagem lotada de coisas boas. Ouvíamos Reaching Mogee umas 3 vezes a cada troca de CD. Mesmo com todas as dificuldades que encontramos nessa jornada da música independente, momentos como esse nos faz ver que isso é o que menos importa. Acreditar vale a pena. É isso que move toda banda. They can try to change your mind, but please: Resist it!

Obrigada a Andrea pela hospedagem, pelo rango gostoso e pela recepção calorosa, aos amigos e por todos que fizeram parte deste momento tão bacana que deixou saudades. Foi DUCARALEO!

“A Curved gostaria ainda de registrar alguns nomes que foram indispensáveis para a alegria dessa viagem: Eric Drummond pela companhia e comentários divertidíssimos, à Mari pela dedicação, companherismo e tietagem (rs), a Andrea por tudo (foi quase casa, comida e roupa lavada), Thaizeras, André (1 real), Thania (por liberar o quarto), Henrique (pelas cambalhotas), Regis , Eric, Duda, , Ju, Camilona, às bandas Roman’s Field, Semus, Topsyturvy, Maquiladora, Jane Dope e todos aqueles que eu não mencionei aqui mas merecem nossa consideração!

Valeu!”

Para quem quiser ouvir e opinar já está disponível o pré mix da música Reaching Mogee : www.myspace.com/bandacurved .

por Lixo e Corrupção

A Caravana da Alegria
Dia 23 de outubro, sexta-feira, noite

Após esperar anciosamente, durante toda a semana, inicia-se a nossa jornada rumo ao Jambolada e às outra maravilhas da mística Uberlândia de Danislau. Às 23:30 iria sair da entrada do Palácio das Artes, em BH, um ônibus com o pessoal dos coletivos Pegada, Fórceps, Anti-Herói, Retomada, A Margem, Mongoteca, Vatos, Semifusa e das bandas 4instrumental, Graveola e o Lixo Polifônico, Cidadão Comum, Manolos Funk e Cães do Cerrado – ou seja, uma puta galerinha da pesada. Aproveitando uma carona, cheguei no local combinado, na compinhia de minha irmã, às 22:00, sendo nós os primeiros a chegarem. Lá havia umas simpáticas mulheres de no mínimo ¾ de idade que aguardavam um ônibus para uma clássica excursão a Aparecida do Norte. A partir das 23 horas começaram a chegar as outras pessoas. Quando o Gigopepo (dos Cães) viu que era um ônibus executivo ele ficou muito feliz, pois pensara que iríamos num 1207 da vida. O pessoal dos Cães (me incluo) combinou de ficar no fundão, que é o local usal da turma da bagunça. Quem não gostou foi minha irmã, que alegou que, por estarmos perto do banheiro, sofreríamos com o odor fétido das excretas alheias – mal sabia que do banheiro a fragância exalada seria das ervas loks da rapeize.

Durante o translado da ida, a minha principal diversão foi relembrar os clássicos do “É o Tchan” com o Charchar (do Pegada)… quanta perspicácia teve o autor de “Essa é a mistura do Brasil com o Egito / Tem que ter charme pra dançar bonito”. Depois disso, apaguei geral, assim como a maioria dos outros tripulantes. Acordei numa primeira parada, que assim como a segunda, não teve nada de especial, exceto por um poster que anunciava “o ônibus mais seguro do mundo”, que aparentemente era igual a qualquer outro.

Bom dia e prepara-se para a piração
Dia 24 de outubro, manhã

O sol já havia começado a raiar, quando adentrávamos em Überland. O busão pára em frente ao Acrópole (o faraônico local onde acoteceriam os shows desse dia). Lá tive uma idéia do que nos aguardava. Ver aquele lugar enorme levantou minha moral. A partir daí comecei a entrar em taquilalia, falava sem parar. Nisso, enchi o saco do 37 (que nem havia acordado), do Gigopepo, contei pra Stephanie um sonho absurdo em que eu estaria no meio de um combate entre esporpiões e aranhas caranguejeira e pedi à Sté (que já cursou há algum tempo uns períodos de psicologia) para interpretá-los.

Fomos para a porta do Hotel, onde teríamos de esperar até o meio-dia, quando começaria a nova diária. Nisso, quase todos foram ao Espaço Goma para conhecê-lo. Porém a galera dos Cães, que já conhecia o Goma (e algumas outras verdades da vida) decidiu ficar numa lanchonete tomando o café-da-manhã e trocando uma idéia numas mesinhas voltadas para a rua. Nisso chega o Malibu (morimbundo de sono), que estava desde quarta-feira em Überland para as discussões do CFE. Pouco depois aproxima-se da nossa mesa o Luis Gabriel do Graveola, brother muito sangue que sentou-se conosco e trocamos uma idéia fina sobre vários assuntos, incluindo – não sei porquê – a legalização da Cannabis.

Nessa mesma lanchonete, eis que aparece uma professora de meia idade que ficou falando que o cabelo do Malibu “é o must”. Alguns minutos após sair, ela retorna trazendo 8 de suas alunas, a quem nos apresentam como “os músicos”. Apesar de muito simpáticas, elas tinham 12 anos (que tipo de professora é essa?). Nesse mesmo instante, chega a galera que tinha ido ao Goma, dizendo que estava paia ficar num ambiente fechado naquele calor do Triângulo Satânico Mineiro®.

Os quartos do hotel ainda não estavam disponíveis e eu estava quebradaco. Pra descançar, botei a cabeça na perna do Alcatraz e mandei um bodosso federal em plena praça.

Bodosso na Praça

(Foto por 37)

Com a liberação dos quartos, subimos com nossos pertences (a roupa do corpo, uns carapatos e uns intrumentos) e descançamos por alguns minutos. A galera dos Cães se dividiu em dois quartos. No meu ficaria também o Malibu, o 37 e a Babi. No outro, o Gigopepo, a Stephanie, o Alcatraz e minha irmã. Descemos para almoçar e no caminho o Gigopepo me falou que havia brigado com sua namorada (a Stephanie) e me perguntou se, por conta disso, minha irmã poderia dormir na mesma cama que o Alcatraz para que o Gigo não precisasse dormir com a Sté. Eu calmamente disse que eu poderia trocar de quarto com o Alcatraz e, assim, eu dormiria com minha irmã. Uma hora depois, Gigopepo confessa que tudo fora inventado para despertar minha ira. Mal sabia ele que eu já era veiaco.

Após bater um bodosso revigorante, vestimos nossas piores roupas e descemos para irmos ao Acrópole.

Perfeição é igual a Aniquilação
Dia 24 de outubro, noite

Quando chegou a van que nos levaria ao Acrópole, vi nela o Jack, percurcionista pirado do Porcas Borboletas, que já conhecia de BH. Conversamos de leve no caminho.

Então chegamos ao Acrópole. Puta que pariu: que deslumbre! O lugar é do caralho! Dois palcos muito bons, uma área externa bem legal, uma estrutura também foda. Puro tesão! A primeira banda foi a Aura de Divinópolis; então começamos o quebra pau e alopramos ao extremo. Outras bandas que eu curti muito no sábado foram o 4instrumental de Sabará, o Porcas Borboletas e, inevitavelmente, o Sepultura. Nós, do Cães, combinamos de assistir ao show do Sepultura de um camarote que fica num nível mais alto. Mas o Alcatraz, que é locasso, resolveu curtir o show no mosh, e lá permaneceu durante todo este show. Resultado: sua pulseira de identificação de músico do evento foi desintegrada em bilhões de átomos. Eu pensava que o show do Sepultura seria bom, mas foi muito melhor. Depois desse dia eu passei a acreditar veementemente que Sepultura é a melhor banda de rock do Brasil.

Cães do Cerrado no Jambolada

(Cães do Cerrado. Foto por Hick Duarte – Goma Comunicação)

Ao final, antes de saírmos do Acrópole, um segurança nos informou que um rapaz teve os ligamentos que sustentam sua patela brutalmente rompidos ao ser esmagado contra algo no show do Sepultura. Cabuloso.

Deixamos o local e nos convidaram a ir a um fim de noite no Espaço Goma. Como já eram 4 horas da matina ninguém animou, exceto o Alcatraz, que aprendeu em Neves a aproveitar toda oportunidade que aparecer.

Sepultura no Festival Jambolada

(Acrópole durante a apresentação do Sepultura – Foto por Goma Comunicações)

Domingo da Gente!
Dia 25 de outubro, manhã e tarde

Na manhã de domingo, ouvi a Babi passando perto de onde eu estava dormindo e a perguntei as horas. Ela disse que seriam 8:30. Então perguntei novamente: “a que horas começa o café-da-manhã?”. Ela respondeu: “termina às 9:00”. Pulei da cama em desespero e desci para o café sem vergonha do cabelo à la Bozo. Todos tomaram café-da-manhã, menos o Malibu, que prefere dormir mais (sempre).

Após dormir, comer e voltar a dormir, acordei para voltar a comer. Iríamos almoçar e ir pros shows de domingo, que seriam numa praça. Bem doido lá também. Rolou uma chuvinha fina, que não botou medo em ninguém. Na verdade, quando começou a chover, eu junto com uma galerinha entramos debaixo do palco onde também dava pra curtir o movi. Doidera.

O primeiro show foi do Cidadão Comum. Muito doido. Me surprienderam para melhor. Então teve Manolos Funk e depois Graveola e o Lixo Polifônico, que fez a apresentação que eu mais curti no domingo. A partir daí comecei a curtir um programa de praça. Tomei um sorvete com os chegados, conversei na grama com a rapeize e depois comecei a andar paranóico quando um pássaro cagou no Edu (do Pegada). Paia.

Jambolada na Praça

(Foto por 37)

Vamos embora, minha gente, vamos embora sem demora
Dia 25 de outubro, noite

Às oito da noite voltamos para o ônibus rumando nosso retorno. Antes do busão partir, a galera pegou um violão e uns instrumentos de percurssão e fizeram um batuque que agradou a todos aqueles que queriam dormir. Na real, eu só curti quando mandaram um Tim Maia Racional “read the book, the only book, the book of gods, The Universe in Disenchantment, and you gonna know the truth”. Apesar de conceitualmente Timaiarracional ser a viagem mais torta da história da música brasileira, musicamente é bom. O reportório da galera foi predominantemente de música brasileira, mas, pela situação, combinaria mais música jamaicana.

O restante da viagem foi de boa. Vou pra sempre lembrar desse Jambolada. Eita viagenzinha foda. De todo mundo que ouvi falar algo sobre o festival ou sobre a viagem, o comentário era sempro o mesmo: “do caralho!”. Vou dizer: Pirei o cabeção!

espedida da Fora do Eixo Minas

(Despedida da Fora do Eixo Minas – Foto por Goma Comunicações)

A Caravana da Alegria – Dia 23 de outubro, sexta-feira, noite

Após esperar anciosamente, durante toda a semana, inicia-se a nossa jornada rumo ao Jambolada e às outra maravilhas da mística Uberlândia de Danislau. Às 23:30 iria sair da entrada do Palácio das Artes, em BH, um ônibus  com o pessoal dos coletivos Pegada, Fórceps, Anti-Herói, Retomada, A Margem,  Mogoteca, Vatos, Semi-Fusa e das bandas 4instrumental, Graveola e o Lixo Polifônico, Cidadão Comum, Manolos Funk e Cães do Cerrado – ou seja, uma puta galerinha da pesada. Aproveitando uma carona, cheguei no local combinado, na compinhia de minha irmã, às 22:00, sendo nós os primeiros a chegarem. Lá havia umas simpáticas mulheres de no mínimo ¾ de idade que aguardavam um ônibus para uma clássica excursão a Aparecida do Norte. A partir das 23 horas começaram a chegar as outras pessoas. Quando o Gigopepo (dos Cães) viu que era um ônibus executivo ele ficou muito feliz, pois pensara que iríamos num 1207 da vida. O pessoal dos Cães (me incluo) combinou de ficar no fundão, que é o local usal da turma da bagunça. Quem não gostou foi minha irmã, que alegou que, por estarmos perto do banheiro, sofreríamos com o odor fétido das excretas alheias – mal sabia que do banheiro a fragância exalada seria das ervas loks da rapeize.

Durante o translado da ida, a minha principal diversão foi relembrar os clássicos do “É o Tchan” com o Charchar (do Pegada)… quanta perspicácia teve o autor de “Essa é a mistura do Brasil com o Egito / Tem que ter charme pra dançar bonito”. Depois disso, apaguei geral, assim como a maioria dos outros tripulantes. Acordei numa primeira parada, que assim como a segunda, não teve nada de especial, exceto por um poster que anunciava “o ônibus mais seguro do mundo”, que aparentemente era igual a qualquer outro.

Bom dia e prepara-se para a piração – Dia 24 de outubro, manhã

O sol já havia começado a raiar, quando adentrávamos em Überland. O busão pára em frente ao Acrópole (o faraônico local onde acoteceriam os shows desse dia). Lá tive uma idéia do que nos aguardava. Ver aquele lugar enorme levantou minha moral. A partir daí comecei a entrar em taquilalia, falava sem parar. Nisso, enchi o saco do 37 (que nem havia acordado), do Gigopepo, contei pra Stephanie um sonho absurdo em que eu estaria no meio de um combate entre esporpiões e aranhas caranguejeira e pedi à Sté (que já cursou há algum tempo uns períodos de psicologia) para  interpretá-los.

Fomos para a porta do Hotel, onde teríamos de esperar até o meio-dia, quando começaria a nova diária. Nisso, quase todos foram ao Espaço Goma para conhecê-lo. Porém a galera dos Cães, que já conhecia o Goma (e algumas outras verdades da vida) decidiu ficar numa lanchonete tomando o café-da-manhã e trocando uma idéia numas mesinhas voltadas para a rua. Nisso chega o Malibu (morimbundo de sono), que estava desde quarta-feira em Überland para as discussões do CFE. Pouco depois aproxima-se da nossa mesa o Luis Gabriel do Graveola, brother muito sangue que sentou-se conosco e trocamos uma idéia fina sobre vários assuntos, incluindo – não sei porquê – a legalização da Cannabis.

Nessa mesma lanchonete, eis que aparece uma professora de meia idade que ficou falando que o cabelo do Malibu “é o must”. Alguns minutos após sair, ela retorna trazendo 8 de suas alunas, a quem nos apresentam como “os músicos”. Apesar de muito simpáticas, elas tinham 12 anos (que tipo de professora é essa?). Nesse mesmo instante, chega a galera que tinha ido ao Goma, dizendo que estava paia ficar num ambiente fechado naquele calor do Triângulo Satânico Mineiro®.

Os quartos do hotel ainda não estavam disponíveis e eu estava quebradaco. Pra descançar, botei a cabeça na perna do Alcatraz e mandei um bodosso federal em plena praça.

(Foto por 37)

Com a liberação dos quartos, subimos com nossos pertences (a roupa do corpo, uns carapatos e uns intrumentos) e descançamos por alguns minutos. A galera dos Cães se dividiu em dois quartos. No meu ficaria também o Malibu, o 37 e a Babi. No outro, o Gigopepo, a Stephanie, o Alcatraz e minha irmã. Descemos para almoçar e no caminho o Gigopepo me falou que havia brigado com sua namorada (a Stephanie) e me perguntou se, por conta disso, minha irmã poderia dormir na mesma cama que o Alcatraz para que o Gigo não precisasse dormir com a Sté. Eu calmamente disse que eu poderia trocar de quarto com o Alcatraz  e, assim, eu dormiria com minha irmã. Uma hora depois, Gigopepo confessa que tudo fora inventado para despertar minha ira. Mal sabia ele que eu já era veiaco.

Após bater um bodosso revigorante, vestimos nossas piores roupas e descemos para irmos ao Acrópole.

Perfeição é igual a Aniquilação – Dia 24 de outubro, noite

Quando chegou a van que nos levaria ao Acrópole, vi nela o Jack, percurcionista pirado do Porcas Borboletas, que já conhecia de BH. Conversamos de leve no caminho.

Então chegamos ao Acrópole. Puta que pariu: que deslumbre! O lugar é do caralho! Dois palcos muito bons, uma área externa bem legal, uma estrutura também foda. Puro tesão! A primeira banda foi a Áura de Divinópolis; então começamos o quebra pau e alopramos ao extremo. Outras bandas que eu curti mito no sábado foram o 4instrumental de Sabará, o Porcas Borboletas e, inevitavelmente, o Sepultura. Nós, do Cães, combinamos de assistir ao show do Sepultura de um camarote que fica num nível mais alto. Mas o Alcatraz, que é locasso, resolveu curtir o show no mosh, e lá permaneceu durante todo este show. Resultado: sua pulseira de identificação de músico do evento foi desintegrada em bilhões de átomos. Eu pensava que o show do Sepultura seria bom, mas foi muito melhor. Depois desse dia eu passei a acreditar veementemente que Sepultura é a melhor banda de rock do Brasil.

(Cães do Cerrado. Foto por Hick Duarte – Goma Comunicação)

Ao final, antes de saírmos do Acrópole, um segurança nos informou que um rapaz teve os ligamentos que sustentam sua patela brutalmente rompidos ao ser esmagado contra algo no show do Sepultura. Cabuloso.

Deixamos o local e nos convidaram a ir a um fim de noite no Espaço Goma. Como já eram 4 horas da matina ninguém animou, exceto o Alcatraz, que aprendeu em Neves a aproveitar toda oportunidade que aparecer.

(Acrópole durante a apresentação do Sepultura – Foto por Goma Comunicações)

Domingo da Gente! – Dia 25 de outubro, manhã e tarde

Na manhã de domingo, ouvi a Babi, passando perto de onde eu estava dormindo e a perguntei as horas. Ela disse que seriam 8:30. Então perguntei novamente: “a que horas começa o café-da-manhã?”. Ela respondeu: “termina às 9:00”. Pulei da cama em desespero e desci para o café sem vergonha do cabelo à la Bozo. Todos tomaram café-da-manhã, menos o Malibu, que prefere dormir mais (sempre).

Após dormir, comer e voltar a dormir, acordei para voltar a comer. Iríamos almoçar e ir pros shows de domingo, que seriam numa praça. Bem doido lá também. Rolou uma chuvinha fina, que não botou medo em ninguém. Na verdade, quando começou a chover, eu junto com uma galerinha entramos debaixo do palco onde também dava pra curtir o movi. Doidera.

O primeiro show foi do Cidadão Comum. Muito doido. Me surprienderam para melhor. Então teve Manolos Funk e depois Graveola e o Lixo Polifônico, que fez a apresentação que eu mais curti no domingo. A partir daí comecei a curtir um programa de praça. Tomei um sorvete com os chegados, conversei na grama com a rapeize e depois comecei a andar paranóico quando um pássaro cagou no Edu (do Pegada). Paia.

(Foto por 37)

Vamos embora, minha gente, vamos embora sem demora -  Dia 25 de outubro, noite

Às oito da noite voltamos para o ônibus rumando nosso retorno. Antes do busão partir, a galera pegou um violão e uns instrumentos de percurssão e fizeram um batuque que agradou a todos aqueles que queriam dormir. Na real, eu só curti quando mandaram um Tim Maia Racional “read the book, the only book, the book of gods, The Universe in Disenchantment, and you gonna know the truth”. Apesar de conceitualmente Timaiarracional ser a viagem mais torta da história da música brasileira, musicamente é bom. O reportório da galera foi predominantemente de música brasileira, mas, pela situação, combinaria mais música jamaicana.

O restante da viagem foi de boa. Vou pra sempre lembrar desse Jambolada. Eita viagenzinha foda. De todo mundo que ouvi falar algo sobre o festival ou sobre a viagem, o comentário era sempro o mesmo: “do caralho!”. Vou dizer: Pirei o cabeção!

(Despedida da Fora do Eixo Minas – Foto por Goma Comunicações)

A Caravana da Alegria – Dia 23 de outubro, sexta-feira, noite

Após esperar anciosamente, durante toda a semana, inicia-se a nossa jornada rumo ao Jambolada e às outra maravilhas da mística Uberlândia de Danislau. Às 23:30 iria sair da entrada do Palácio das Artes, em BH, um ônibus  com o pessoal dos coletivos Pegada, Fórceps, Anti-Herói, Retomada, A Margem,  Mogoteca, Vatos, Semi-Fusa e das bandas 4instrumental, Graveola e o Lixo Polifônico, Cidadão Comum, Manolos Funk e Cães do Cerrado – ou seja, uma puta galerinha da pesada. Aproveitando uma carona, cheguei no local combinado, na compinhia de minha irmã, às 22:00, sendo nós os primeiros a chegarem. Lá havia umas simpáticas mulheres de no mínimo ¾ de idade que aguardavam um ônibus para uma clássica excursão a Aparecida do Norte. A partir das 23 horas começaram a chegar as outras pessoas. Quando o Gigopepo (dos Cães) viu que era um ônibus executivo ele ficou muito feliz, pois pensara que iríamos num 1207 da vida. O pessoal dos Cães (me incluo) combinou de ficar no fundão, que é o local usal da turma da bagunça. Quem não gostou foi minha irmã, que alegou que, por estarmos perto do banheiro, sofreríamos com o odor fétido das excretas alheias – mal sabia que do banheiro a fragância exalada seria das ervas loks da rapeize.

Durante o translado da ida, a minha principal diversão foi relembrar os clássicos do “É o Tchan” com o Charchar (do Pegada)… quanta perspicácia teve o autor de “Essa é a mistura do Brasil com o Egito / Tem que ter charme pra dançar bonito”. Depois disso, apaguei geral, assim como a maioria dos outros tripulantes. Acordei numa primeira parada, que assim como a segunda, não teve nada de especial, exceto por um poster que anunciava “o ônibus mais seguro do mundo”, que aparentemente era igual a qualquer outro.

Bom dia e prepara-se para a piração – Dia 24 de outubro, manhã

O sol já havia começado a raiar, quando adentrávamos em Überland. O busão pára em frente ao Acrópole (o faraônico local onde acoteceriam os shows desse dia). Lá tive uma idéia do que nos aguardava. Ver aquele lugar enorme levantou minha moral. A partir daí comecei a entrar em taquilalia, falava sem parar. Nisso, enchi o saco do 37 (que nem havia acordado), do Gigopepo, contei pra Stephanie um sonho absurdo em que eu estaria no meio de um combate entre esporpiões e aranhas caranguejeira e pedi à Sté (que já cursou há algum tempo uns períodos de psicologia) para  interpretá-los.

Fomos para a porta do Hotel, onde teríamos de esperar até o meio-dia, quando começaria a nova diária. Nisso, quase todos foram ao Espaço Goma para conhecê-lo. Porém a galera dos Cães, que já conhecia o Goma (e algumas outras verdades da vida) decidiu ficar numa lanchonete tomando o café-da-manhã e trocando uma idéia numas mesinhas voltadas para a rua. Nisso chega o Malibu (morimbundo de sono), que estava desde quarta-feira em Überland para as discussões do CFE. Pouco depois aproxima-se da nossa mesa o Luis Gabriel do Graveola, brother muito sangue que sentou-se conosco e trocamos uma idéia fina sobre vários assuntos, incluindo – não sei porquê – a legalização da Cannabis.

Nessa mesma lanchonete, eis que aparece uma professora de meia idade que ficou falando que o cabelo do Malibu “é o must”. Alguns minutos após sair, ela retorna trazendo 8 de suas alunas, a quem nos apresentam como “os músicos”. Apesar de muito simpáticas, elas tinham 12 anos (que tipo de professora é essa?). Nesse mesmo instante, chega a galera que tinha ido ao Goma, dizendo que estava paia ficar num ambiente fechado naquele calor do Triângulo Satânico Mineiro®.

Os quartos do hotel ainda não estavam disponíveis e eu estava quebradaco. Pra descançar, botei a cabeça na perna do Alcatraz e mandei um bodosso federal em plena praça.

(Foto por 37)

Com a liberação dos quartos, subimos com nossos pertences (a roupa do corpo, uns carapatos e uns intrumentos) e descançamos por alguns minutos. A galera dos Cães se dividiu em dois quartos. No meu ficaria também o Malibu, o 37 e a Babi. No outro, o Gigopepo, a Stephanie, o Alcatraz e minha irmã. Descemos para almoçar e no caminho o Gigopepo me falou que havia brigado com sua namorada (a Stephanie) e me perguntou se, por conta disso, minha irmã poderia dormir na mesma cama que o Alcatraz para que o Gigo não precisasse dormir com a Sté. Eu calmamente disse que eu poderia trocar de quarto com o Alcatraz  e, assim, eu dormiria com minha irmã. Uma hora depois, Gigopepo confessa que tudo fora inventado para despertar minha ira. Mal sabia ele que eu já era veiaco.

Após bater um bodosso revigorante, vestimos nossas piores roupas e descemos para irmos ao Acrópole.

Perfeição é igual a Aniquilação – Dia 24 de outubro, noite

Quando chegou a van que nos levaria ao Acrópole, vi nela o Jack, percurcionista pirado do Porcas Borboletas, que já conhecia de BH. Conversamos de leve no caminho.

Então chegamos ao Acrópole. Puta que pariu: que deslumbre! O lugar é do caralho! Dois palcos muito bons, uma área externa bem legal, uma estrutura também foda. Puro tesão! A primeira banda foi a Áura de Divinópolis; então começamos o quebra pau e alopramos ao extremo. Outras bandas que eu curti mito no sábado foram o 4instrumental de Sabará, o Porcas Borboletas e, inevitavelmente, o Sepultura. Nós, do Cães, combinamos de assistir ao show do Sepultura de um camarote que fica num nível mais alto. Mas o Alcatraz, que é locasso, resolveu curtir o show no mosh, e lá permaneceu durante todo este show. Resultado: sua pulseira de identificação de músico do evento foi desintegrada em bilhões de átomos. Eu pensava que o show do Sepultura seria bom, mas foi muito melhor. Depois desse dia eu passei a acreditar veementemente que Sepultura é a melhor banda de rock do Brasil.

(Cães do Cerrado. Foto por Hick Duarte – Goma Comunicação)

Ao final, antes de saírmos do Acrópole, um segurança nos informou que um rapaz teve os ligamentos que sustentam sua patela brutalmente rompidos ao ser esmagado contra algo no show do Sepultura. Cabuloso.

Deixamos o local e nos convidaram a ir a um fim de noite no Espaço Goma. Como já eram 4 horas da matina ninguém animou, exceto o Alcatraz, que aprendeu em Neves a aproveitar toda oportunidade que aparecer.

(Acrópole durante a apresentação do Sepultura – Foto por Goma Comunicações)

Domingo da Gente! – Dia 25 de outubro, manhã e tarde

Na manhã de domingo, ouvi a Babi, passando perto de onde eu estava dormindo e a perguntei as horas. Ela disse que seriam 8:30. Então perguntei novamente: “a que horas começa o café-da-manhã?”. Ela respondeu: “termina às 9:00”. Pulei da cama em desespero e desci para o café sem vergonha do cabelo à la Bozo. Todos tomaram café-da-manhã, menos o Malibu, que prefere dormir mais (sempre).

Após dormir, comer e voltar a dormir, acordei para voltar a comer. Iríamos almoçar e ir pros shows de domingo, que seriam numa praça. Bem doido lá também. Rolou uma chuvinha fina, que não botou medo em ninguém. Na verdade, quando começou a chover, eu junto com uma galerinha entramos debaixo do palco onde também dava pra curtir o movi. Doidera.

O primeiro show foi do Cidadão Comum. Muito doido. Me surprienderam para melhor. Então teve Manolos Funk e depois Graveola e o Lixo Polifônico, que fez a apresentação que eu mais curti no domingo. A partir daí comecei a curtir um programa de praça. Tomei um sorvete com os chegados, conversei na grama com a rapeize e depois comecei a andar paranóico quando um pássaro cagou no Edu (do Pegada). Paia.

(Foto por 37)

Vamos embora, minha gente, vamos embora sem demora -  Dia 25 de outubro, noite

Às oito da noite voltamos para o ônibus rumando nosso retorno. Antes do busão partir, a galera pegou um violão e uns instrumentos de percurssão e fizeram um batuque que agradou a todos aqueles que queriam dormir. Na real, eu só curti quando mandaram um Tim Maia Racional “read the book, the only book, the book of gods, The Universe in Disenchantment, and you gonna know the truth”. Apesar de conceitualmente Timaiarracional ser a viagem mais torta da história da música brasileira, musicamente é bom. O reportório da galera foi predominantemente de música brasileira, mas, pela situação, combinaria mais música jamaicana.

O restante da viagem foi de boa. Vou pra sempre lembrar desse Jambolada. Eita viagenzinha foda. De todo mundo que ouvi falar algo sobre o festival ou sobre a viagem, o comentário era sempro o mesmo: “do caralho!”. Vou dizer: Pirei o cabeção!

(Despedida da Fora do Eixo Minas – Foto por Goma Comunicações)

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Reunião Fora do Eixo no Jambolada (foto por Semifusa)

Reunião Fora do Eixo no Jambolada (foto por Semifusa)

Cães do Cerrado

Cães do Cerrado (foto por Semifusa)

4 instrumental

4 instrumental (foto por Semifusa)

Porcas Borboletas

Porcas Borboletas (foto por Semifusa)

Em poucas palavras, o primeiro dia: madrugada, Palácio das Artes, melhor van do ano, CD emperrado, três acidentes, sono, Congresso Fora do Eixo, Acre, Jambolada, reuniões, festivais, comida árabe, coquetel:

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Galeria do Muna

Os dois últimos dias de Congresso Fora do Eixo tem sido intensos. As discussões duram horas e o volume de informação é gigantesco.

Participei do GT de Sustentabilidade, onde foram discutidos os seguintes tópicos: Fontes de Recusos, Financiamento (editais), Mapeamento da cadeia produtiva, Organograma, Formalização, etc. O principal encaminhamento na minha opinião é o da importancia de destacar uma pessoa dentro dos coletivos para redigir projetos e formatá-los de acordo com os editais de financiamento públicos e privados.

De fato, hoje em dia, a principal forma de financiamento de atividades culturais provém de editais e leis de incentivo fiscal. O foco nesses editais possibilitará a execução de projetos dos coletivos e consequente remuneração das pessoas envolvidas e dos coletivos.

Estamos no exato momento discutindo a Carta de Princípios do CFE. Cada GT apresentou diversos princípios que achavam que deveriam nortear as ações do circuito. O Prof. Shimbo coordenou a análise e agrupamento dos princípios elencados que serão posteriormente reestruturados e redigidos novamente.

Vale lembrar que estarão disponíveis no TEC do CFE todos os relatórios de todos os GTs.

Até logo,

Lucas Mortimer

À noite aconteceu a abertura oficial do Congresso no Horto Florestal de Rio Branco. Cada regional falou um pouco do sentimento de estar presente e juntos nesse grande momento de mudança do contexto sócio-político-econômico-cultural da música e outras vertentes culturais no Brasil e como o CFE vem tentando trazer a lógica do associativismo e coletividade para a discussão.

Após a abertura, coquetel e boa música ao vivo fecharam um primeiro dia de muito trabalho e de grande geração de expectativas.

Na terça-feira, amanhecemos em outra reunião para apresentação do organograma de cada coletivo para o consultor, Dr. Shimbo, professor da UFSCar, especialista em economia solidária. O grande volume de coletivos tornou o processo relativamente maçante, mas mostrou como a diversidade é rica e pode ser produtiva.

À tarde começaram os GTs para discussão e encaminhamentos das principais frentes da atuação dos coletivos. Eu participei do GT de sustentabilidade para tentar entender melhor quais caminhos trilhar para melhorar as condições de trabalho e sustentabilidade do núcleo durável (ex-núcleo duro) dos coletivos.

No próximo post vou tentar sintetizar quais foram os tópicos e encaminhamentos dentro do GT de sustentabilidade.

Por Lucas Mortimer
Coordenador de Planejamento

Após uma excelente estada em Uberaba, dando oficina de Silk com Pegada e tocando com o Enne, era hora de iniciar a viagem para o Congresso Fora do Eixo, em Rio Branco. Mas primeiro, uma parada em Braslia para curtir e transmitir o Porão do Rock.

Eu, Letícia do Megalozebu e Jovem do Massa Coletiva, chegamos em Brasília no domingo e já fomos direto para a Esplanada dos Ministérios, onde estava rolando o tradicional festival da “cidade do rock”, Porão do Rock.

Fomos recepcionados por duas amigas simpáticas da Letícia e, na house mix, encontramos com o Felipa (Massa Coletiva) e com o pessoal do Coletivo Cultcha que estavam fazendo a transmissão do festival pela Web Rádio Abrafin. Chegamos quase juntos com o Ney (Espao Cubo), na hora do show do Paralamas do Sucesso. Em seguida, haveria uma participação surpresa no festival. Enquanto Jovem e Ney assumiam a transmissão, as amigas da Letícia me contavam quem era a surpresa, mas não acreditei.

Após comer um cachorro-quente que mal preencheu os buracos dos dentes, fomos para o “Palco Pílulas” onde estavam rolando bandas independentes mais pesadas do DF. Pegamos o final do show da banda Trampa que apresentou um new metal responsa.

Voltando ao palco principal eu fiquei de cara: era verdade! Legião Urbana! Dado e Bonfá se reunindo com participações especiais para apresentar os grandes sucessos da banda. Foi um show bem bizarro! Apesar da péssima qualidade dos músicos e do claro desentrosamento, o clima em BSB era de revival e nostalgia, que contagiou todos os presentes, inclusive os mais críticos dos críticos.

Depois rolaram shows do Little Quail and The Mad Birds, ex-banda do Gabriel do Autoramas, e Raimundos, com o Digão cantando. Ótimos shows que, pelo clima de revival, valeram muito! Dois shows muito bons e contagiantes.

A noite estava indo bem, mas antes do Móveis Colniais de Acajú fecharem o festival, havia uma outra surpresa. Uma péssima surpresa: Rafael Cury and The Booz Boys. Uma banda boa, mas um show terrível. Os 15 minutos finais do show foi regado a “With a little help from my friends” na verso de Joe Cocker, durante a qual Rafael Cury apresentou toda sua banda de forma, no mínimo, bizarra. Nem vou falar muito, quem tava escutando a rádio Abrafin e ouviu a fala do companheiro do Cultcha sabe o quão deprimente foi o momento.

Achei que todos iam embora e não ia sobrar ninguém pro show do Móveis. Comeaçva a chover e a ventar e a luz do palco acabou. Os Móveis subiram ao palco e começaram a tocar acsticamente. Com os metais e apenas o microfone do André, rolaram uma ou duas músicas com muita interação com o público. Quando o som voltou e o show começou de verdade fiquei impressionado. Restaram apenas umas 200 pessoas em frente ao palco do Porão, no entanto, todos pularam junto com o Móveis. Parecia uma legião de fãs ensandecidos que não viam o show da banda há dez anos. Enquanto nós pássvamos muito frio na house mix, a galeria parecia nem perceber a chuva.

O show terminou às 4h30 e decidimos ir direto ao aeroporto para pegar o avião pra Rio Branco, que saía às 11h. Após uma pequena aventura com a roda do carro do Diego do Cultcha ficando “fora do eixo”, viemos pro Acre e percebemos que ele não somente EXISTE como é LINDO!

Contado a partir do ponto de vista 99% verídico de Malibu.
Fotos: Malibu e 37

22/05/2009 (noite) – Concentração Canina no complexo Cães do Cerrado.

Combinamos de nos encontrar em nosso santuário oficial, localizado no bairro Santo André em Belo Horizonte. Tínhamos que nos preparar para esse show, o primeiro do Cães além dos limites da região metropolitana de BH. Estávamos todos animadíssimos para tocar em Überland.

Uma informação desnecessária: Fiz uma porção dupla de miojo para forrar o estômago, enquanto aguardava a chegada do Gigopepo na casa. Misturei picanha com bolonhesa.

23/05/2009 (manhã) – A ida

No Sábado de manhã, 5h01 pra ser mais exato, acordamos todos e nos preparamos para começar a viagem. Comi uma barra de cereal pra encher o bucho (isso vai acontecer muitas vezes ao longo do texto), colocamos os armamentos pesados de alta periculosidade no bagageiro dos carros e fomos buscar a Cacau, do Coletivo Fórceps, que havia pleiteado uma vaga no comboio.

Nos dividimos em duas equipes, com o intuito de competir perigosamente até chegar em nosso destino final. Equipe Regina – Formada por mim, Gigopepo e Alcatraz. Equipe Tempestade Ambiental com Cristo – Formada por Lixo e Corrupção, F. Dynamite (que saiu da banda, mas continua sendo nossa prostituta), 37 e Cacau. Então rumamos pela BR-262 em direção ao Triângulo Mineiro.

Já na primeira parada, numa lanchonete que tinha os melhores adesivos do mundo, a Cacau reconheceu a superioridade incontestável da Equipe Regina e resolveu trocar de carro (se alguém disser que mudamos ela de lugar por questões técnicas, estará mentindo). Aproveitamos a esticada pra tomar café da manhã. Bebi café com leite, acendi um cigarro e comi pão de queijo com linguiça. Seguimos viagem e, perto de Pará de Minas, assumi o comando da direção para o Gigopepo/motorista-de-plantão descansar. Resolvi dirigir imprudentemente enquanto ele dormia.

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Já no volante, pisei um pouquinho no pedal para alcançar a equipe Tempestade Ambiental com Cristo, que não parou com a gente durante a troca. Algum tempo depois avistei o carro deles. Na faixa pontilhada, acelerei pra fazer a ultrapassagem, mudei para a pista da esquerda, afundei mais o pé, olhei pra direita, olhei pra pista, achei que tinha visto algo esquisito, olhei pra direita novamente e percebo que todos da equipe Tempestade estavam semi-nus. Terminei a ultrapassagem e fiquei rindo disso boa parte do caminho.

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As paisagens durante todo o percurso eram lindas. Dessas que você olha e fala:” – Puuuta que pariu… que deslumbre!”. O cerrado é ótimo para aflorar essas sensações na boca das pessoas.

Por volta das 9h00, paramos num posto de gasolina pra alongar as pernas e reabastecer o carro. Nessa parada, a Cacau me comprou uma Coca e o Gigopepo arrumou R$ 2 emprestado com o 37 pra comprar uma fotonovela pornô. Parece bobagem, mas isso rendeu diversão pro fim de semana inteiro. O Peposo assumiu o volante novamente e seguimos viagem.

Rodamos até umas 11h30 e, pouco depois de pegar a BR-452, paramos outra vez para que o F. Dinamitson pudesse comer. Logo ao descer do carro, o Gigopepo encontrou um cachorrinho e começou a fazer carinho na barriga dele. O animal ficou tão feliz que se mijou de alegria (literalmente). Entramos no restaurante e pra nossa sorte encontramos mais pornografia. Essas paradas são sempre cheias dessas coisas e nessa tinha até uma revista chamada “Garotas e Piadas”, combinação perfeita para dar MUITO tesão.

Mais informação inútil: Comi um empanado de frango recheado com queijo prato e presunto, enquanto fumava um cigs e tomava suco de goiaba. Foi um rango bem doido.

Entramos nos carros e continuamos o caminho até o nosso destino.

23/05/2009 (tarde) – Entrando na cidade do Coletivo Goma

Chegamos em Uberlândia por volta de 13h30 e fomos entrando sem pedir licença. Ficamos boquiabertos com a beleza de Gomatown. Ruas limpas, árvores por todos os cantos, diversos tipos de arquitetura, prédios de todas as cores e muitas pessoas caminhando, imergindo nessa paisagem. O clima cooperava ainda mais com a nossa primeira impressão: o sol brilhava que só ele; o céu estava azul e limpo; e o vento fresquíssimo.

Seguimos para o Goma Cultura em Movimento, que por sinal é muito fácil de encontrar. Saindo da BR, andamos por um trajeto retilíneo até o centro e viramos à esquerda na Floriano Peixoto. O know how da Cacau em Uberlandologia, ajudou nessa viradinha.

Chegando no Goma, fomos muito bem recebidos pelo Djalma, que deu uma mãozona pra gente chegar no restaurante e almoçar. O restaurante estava lotado de pessoas envolvidas no Circuito Fora do Eixo. Tinha gente do Cubo, Megalozebu, Massa Coletiva, Goma e outros coletivos do Brasil. Além de algumas bandas que estavam participando do festival. O rango estava ótemo! Comi feijoada, salada e macarrão ao pesto. No mesmo prato.

Depois do almoço, a Letícia do Megalozebu, gentil que só ela, nos acompanhou até o hotel. Nesse momento, a Cacau se desmembrou do nosso destacamento (desertora!). Os Cães novamente se dividiram nas equipes originais e cada grupo foi para o seu quarto. No QG da equipe Regina (Quarto 212). tomamos um banho e ficamos de bobeira por um tempo.

Umas 17H00 saímos, as duas equipes, pra conhecer a cidade. Demos uma volta e passamos pela praça do hotel, pelo Goma, por uma igreja, por um sex shop, por uma árvore que literalmente tinha pinto, por umas ruas aleatórias, pela praça do hotel de novo e após algumas informações fomos conhecer o Bar do Betão. Tomei uma cachacinha da boa por lá e ficamos até anoitecer.

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23/05/2009 (noite) – The Übernight

Na sétima badalada do sino da igreja (eu nem sei se tinha sino, mas fica a metáfora), resolvi encontrar a Dana, uma amiga que eu não via há anos e que mora lá em Uberlândia. Ela nos chamou pro Bar da Saidera, onde comemoraria o aniversário da Luiza (PARABÉNS!!!), amiga dela. Fomos convidados a sentar na mesa com a galera. Por convidado eu quero dizer: Fui o cara mais folgado do mundo, puxei uma cadeira na alta e sentei na mesa deles sem pedir permissão alguma. Fiquei conversando com a rapeize um tempão e acabei conhecendo muita gente legal, inclusive o Gabriel, baterista do Ophelia and the tree.

Informação super útil: No Bar da Saidera, pedimos uma porção de Mandioca com carne de sol. Foi o máximo!

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Lá pelas 21h00 voltamos para o hotel, nos preparamos psicologicamente para a noite do Goma e fomos pra lá sacar o movimento. Ao chegar, perguntei sobre a possibilidade de montar a banquinha do Coletivo Pegada. Tudo certo, já tinha até espaço pra isso. Voltei com o Lixo e Corrupção e o Alcatraz para o hotel e pegamos tudo lá.

O lugar da banquinha no Goma, tinha uma boa vista para o palco e deu pra curtir ducaralhamente todos os shows. Tocaram várias bandas muito boas, mas eu coloco destaque pessoal para: “2 coins and a Bombshell”, “Venus Volts” e “Mamelo Sound System”. A discotecagem estava por conta da DJ Leth que, com o repertório, fez meu dia muito mais feliz.

Durante a noite, conversei com várias pessoas diferentes, muita gente legal querendo saber dos sons que estavam rolando e do trabalho dos coletivos. Fiquei conhecendo também o “Jovem”, do Massa Coletiva. Trocamos umas ideias e fiquei um pouco mais inteirado sobre o trabalho deles. Ganhei, também, uns CDs do DJ Munhoz que acompanhava o Mamelo Sound System. Doidimais!

Saí na metade do último show. Eram umas 4h, eu já estava morto e só tinha sobrado o Lixo e Corrupção pra me fazer companhia. Voltamos pro hotel e eu dormi como um bebê.

24/05/2009 (manhã) – Vazio

Dormi a manhã toda.

24/05/2009 (tarde) – Domingão Curtição.

Acordei 12h30 varado de fome e comi uma barra de cereal (esse parece ser meu café da manhã oficial). Todo mundo já tinha comido, menos eu, que não acordei às 9h. Preferi dormir e ficar com fome. Dei aquela chuveirada e os Cães se juntaram novamente no QG da equipe Regina. Resolvemos ir almoçar e fomos para o restaurante do dia anterior, munidos do Goma Card, prontos para trocá-lo por um alimento gostoso e saudável.

No restaurante fomos muito bem tratados, só tinha gente simpática naquele lugar. Um cara, que parecia ser um dos donos (se não O dono) trocou uma idéia massa com a gente e falou muito bem da banda uberabense Granvizir. Fiquei doido pra conhecer. Mal sabia eu que conheceria os caras mais tarde e ainda ganharia um CD de presente. Foda demais. Descobri que eles trabalham com o Megalozebu e estavam dando uma mão na produção do festival.

Depois de rangar doidamente, sentamos na pracinha em frente ao restaurante pra descansar e tirar umas fotos. Que lugar agradável, que cidade foda! Estava tudo muito do caralho! Ficamos um tempo de bobeira e apareceu o Walley, da banda Aura…, criadora do Coletivo Anti-Herói. Lembrava dele, pois tínhamos tocado juntos no Grito Rock Vespasino 2009. Esse mundão! Ficamos conversando um tempo e ele saiu fora pra almoçar.

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Voltamos pro hotel. O 37 e o Lixo foram tirar uma pestaninha e eu, Gigopepo, Alcatraz e F. Dynavision fomos abastecer o carro. Depois de algumas voltas, achamos um posto aberto e enchemos o tanque. Novamente no hotel, pegamos um café na recepção e sentamos no jardim que tinha lá dentro. Acendi um cigarrinho e fiquei convesando com a rapeize e com nossos novos amigos da banda Kallima, que haviam aparecido por lá. Decidimos dar uma relaxada e fomos pro quarto. Deitei na cama e assisti um filme na tv. Quase no final do filme, a equipe Tempestade resolveu fazer o check out do quarto dela e invadiu o nosso. Tudo de Bom. Cães juntos novamente. Decidimos ir pro Goma um pouco mais cedo pra sacar a produção. Eram umas 17h.

Acompanhamos a passagem de som no Goma, até começarem os shows.

Durante algum tempo, a gente moshou ao invés de só acompanhar.

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É nóis!

24/05/2009 (noite) – Kick out the Jams MOTHERFUCKER!!!

A noite prometia muita coisa. Os shows estavam sendo transmitidos pela Web Rádio Fora do Eixo. Mais uma vez a DJ Leth incendiava a pista, e a galera que chegava, já começava a agitar. Dessa vez a banquinha do Pegada teve que ficar para trás, por questões de logística. Mas para a nossa felicidade, o pessoal do Granvizir tinha montado uma no dia e aproveitamos para deixar as camisas oficiais do Cães do Cerrado com eles, caso alguém se interessasse.

A abertura foi da alcoólica banda Animais na Pista. Punk, cru, bão e em português. Seríamos a terceira banda a tocar na noite, mas por causa do atraso da banda Lycantropy, fomos adiantados para a prata da casa.

Subimos com uma certa pressa para a intrumentoteca e nos preparamos para chegar no palco. Estávamos MALUCOS pra tocar. Acabando a primeira banda, saímos rapidamente pra fazer o que a gente faz de melhor: QUEBRAR TUDO!

Não posso descrever o show muito bem, porque eu sempre viajo MUITO quando toco. É como se estivesse temporariamente num outro plano. Só lembro de poucas cenas como: A pedaleira do Gigopepo explodindo, os incríveis pulos do Lixo e Corrupção e o 37 tocando guitarra pra mim, o que me deixa sempre lisonjeado.

Apesar da minha distração, o show foi foda! Principalmente pelo clima legal que estávamos sentindo a viagem inteira. Pra completar, o som ainda contou com a ajuda técnica dos Macacos Bongs Bruno e Ynaiã. DO CARALHO!!

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Ao sairmos do palco, fomos convidados para dar uma entrevista para a Tv Goma e Web Rádio Fora do Eixo. Foi super legal. Falei bastante palavrão na rádio, pelo que eu soube… hehe! Nesse meio tempo, troquei umas ideias bem legais com o Talles e com o Ávner do Goma. Eles são caras muito bacanas, com ideias muito interessantes. Foi um prazerão conhecer todo mundo.

Como teríamos que enfrentar um pedação de estrada à noite, não podíamos ficar pra ver todos os shows. Despedimos da galera, tiramos umas fotos, a Cacau se reuniu ao grupo, arrumamos nossos instrumentos e fomos pro hotel. Fechamos a conta e botamos todas as coisas nos carros. Eu estava numa fome do caralho e tinha mais gente afim de rangar, então resolvemos comer um sanduba na franquia Metrô (tradução livre).

25/05/2009 (madrugada) – É duro a dor do parto mas…

… partimos todos com os estômagos cheios. As equipes já tinham se dispersado. Acabei indo com o Gigopepo, F. Dynamentos “the freshmaker” e Cacau. Apesar do cansaço e do horário, estávamos mais ligados do que na vinda.

A viagem de volta começou bem. Ficamos dando voltas num desses trevos/borboletas que passam pelos viadutos. No começo por que a gente não sabia como ir pra BH, depois foi por diversão, só pra sacanear o carro do Lixo, 37 e Alcatraz que estava seguindo a gente. Poucos quilômetros adiante, o Gigopepo lembrou de ter esquecido (lembrar de ter esquecido é ótimo) algumas coisas no Goma. Por sorte o Talles iria a BH na mesma semana e não precisamos voltar pra pegar.

Com maisoumenos 40 minutos de estrada, paramos na ponte sobre o rio Araguari. Um rio tão largo que parecia uma grande represa. Foi ducaraleamente inenarrável o que eu senti nesse lugar! O ar puro, o vento fresco e a água levemente iluminada pelas estrelas no céu e por algumas casas distantes umas das outras. Fiquei genuainamente feliz de estar ali – são coisas assim que fazem a vida valer a pena. Ficamos curtindo um cigarro, a ponte, a escuridão, o céu e os caminhões que, ao passar, balançavam tudo como um grande terremoto e sopravam uma massa de ar cabulosa pra cima da gente. Nessa hora o 37 (estudante de arquitetura) falou: “- Se eu não soubesse que era pra balançar, eu já tinha me cagado de medo”. Pelo menos é assim que eu me lembro dele ter falado.

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Entramos nos carros e continuamos nosso trajeto. Paramos muitas vezes pra conversar e dar aquela esticada. O Gigopepo aprendeu que seta pra esquerda é boa noite de caminhoneiro e deu seta pra todo mundo que passava pela gente. Quando um veículo não respondia, a gente xingava.

O som no carro estava maneiro e medicinal, variando por todos os estilos de rock. Se você teve saco de ler até aqui, não vai se importar em dar uma olhadela no trilha sonora da viagem, anexada no final to texto.

Rodamos tranquilamente BR afora, conversando, xingando, tomando energético e comendo Chips. Pouco antes de amanhecer, assumi o comando da automóvel. Enquanto dirigia, vi outra coisa muito bonita: a mistura da alvorada com a neblina. Que imagem linda! A neblina parecia um mar na paisagem e quando mesclou com o laranja do sol nascendo, foi… foi… fantástico. Não dá pra explicar, é dessas coisas que a pessoa tem que ver pra saber.

E assim fomos em direção a BH.

25/05/2009 (manhã) – Fim?

Estava dirigindo há algum tempo, o sol já tinha raiado e o tanque tinha menos de 1/4 de gasolina. Combinei com a galera de dar mais uma parada. Estávamos um pouco depois de Pará de Minas e vi um posto de gasolina com uma lanchonete chamada Roda D’água. Paramos lá. Completei o tanque novamente, o que configurou o meu “Coeficiente de Vacilo”. Deixa eu explicar: O lugar era bem perto de Belo Horizonte e não havia necessidade NENHUMA de colocar mais 95 pratas de combustível. Dessa grana, o carro deve ter gastado uns R$15,00 até BH, mas eu estava retardado demais pra pensar nisso.

Descemos na lanchonete procurando um cafézinho e nos deparamos com o lugar mais agradável do mundo! Era sem condição. Tinha um jardim mágico, um parquinho, uma roda d’água em funcionamento, uma casa da árvore e um dinossauro. UM DINOSSAURO! (O Pepo que entende dessas cosas me falou que era um Braquiossauro, pelo formato da cabeça). Quando não dava pra ficar mais incrível que isso, fomos informados que o café era de graça. É mole!? Temos de voltar lá um dia desses.

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Voltamos para os carros e, como eu estava destruído, fui rendido pelo F. Dynassauro. Desse momento em diante eu dormi. Acordei em BH, na Av. Amzonas, com um sol ridículo na cara e no meio de um engarrafamento. Já tava com saudade da capital. Acordei sentindo uma leve doidura de sono… nunca tinha tido isso, doidura de sono… foi como dar umas duas bolas num baseado. Falei MUITA merda depois disso…

Nos encontramos todos no Santo André pra arrumar nossas coisas e aí fui pra casa, voltar para minha vida normal…

Informações adicionais: No Santo André eu comi mais umas duas barras de cereal e fizemos um rateio das despesas. O combustível custou em média R$70,00 pra cada um, mas toda a gasolina que eu pus no carro (umas 185 pratas), multiplicado pelo “Coeficiente de Vacilo” me renderam, ainda, uma dívida de R$90,00 com Gigopepo. É melhor eu prestar mais atenção da próxima vez.

30/05/2009 (noite) – Conclusão

Me valendo das palavras do Gigopepo: “Relatei tudo do mesmo jeito que aconteceu, ou do jeito que eu gostaria que tivesse acontecido.”

Trilha sonora da viagem:

Autoramas, Bad Religion, Candysuck, Flakes, Beach Boys, Beastie Boys, Beatles, Bruce Springsteen, Buzzcocks, Calibre 12, Camisa de Vênus, Cansei de Ser Sexy, Carbona, Cat Stevens, El Efecto, Fishbone Rocket, Fight Like Apes, The Flaming Lips, Cólera, Creedence, David Bowie, Dead kenneds, Led Zeppelin, King Rocker, Tone Loc, Dropkick Murphys, Joy Division, Junkbox, King Crimson, Korn, Lagwagon, Land of Talk, MC5, Black Flag, Black Sabbath, Porcos Cegos, Bloodhound Gang, Borrachos, Briggite Bop, Macaco Bong, Mad Caddies, Manolos Funk, Millencolin, Minor Threat, Misfits, Mostros, Rollmops, Samiam, Secos e Molhados, Seu Juvenal, Sex Pistols, Sinkhole, Silverchair, Sonic Youth, Sound Garden, Foo Fighters, Fugazi, G.G. Allin, Goldfinger, Motorhead, Móveis Coloniais de Acaju, Mudhoney, New York Dolls, No Doubt, NOFX, Green Day, Hole, Juliette and the Licks, Jean Bleu, Jimi Hendrix e Joelho de Porco.

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